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Informativos

Adenomiose X Fertilidade

A adenomiose é um subtipo de endometriose e é caracterizada por uma invasão do endométrio (tecido que reveste internamente o útero) na musculatura do útero (miométrio). Apesar de ser uma doença frequente, afetando cerca de 15% das mulheres, ela é pouco ou tardiamente diagnosticada.

A adenomiose é mais frequente em mulheres que já engravidaram e acima de 35 anos. No entanto, mulheres mais jovens e sem filhos também sofrem com a doença. Dependendo do estágio que ela se encontra, pode inclusive causar a infertilidade feminina.

A ressonância magnética e o ultrassom transvaginal com preparo intestinal são os melhores exames para diagnosticar e caracterizar a doença.

A associação entre a adenomiose e a infertilidade está comprovada, com prevalência de 1 a 14% das pacientes inférteis. Alterações funcionais e estruturais decorrentes da adenomiose estão relacionadas com a falha da implantação do embrião, assim como as técnicas de reprodução assistidas também estão prejudicadas na existência da adenomiose.

A destruição da zona funcional (camada que separa o endométrio e miométrio) pode condicionar alteração no transporte dos espermatozóides através do útero, alterações na vascularização uterina alteram a implantação do embrião, além de fatores mais complexos como alterações moleculares e falha na expressão de proteínas de adesão, alterações genéticas e concentração excessiva de radicais livres na cavidade uterina, alterando a receptividade uterina à gestação.

A adenomiose provoca maior taxa de abortamento no primeiro trimestre e também maior ocorrência de trabalho de parto prematuro, devido à maior secreção de prostaglandinas que ocasionam uma resposta inflamatória exacerbada localmente.

Sintomas bem comuns da adenomiose são:
➔ cólicas intensas; ➔ grande fluxo menstrual com a presença de coágulos;
➔ dor durante a relação sexual;
➔ prisão de ventre ou dor para evacuar.

É preciso ressaltar que nem toda mulher que sofre de adenomiose terá problemas de fertilidade. Existem diversos tipos de tratamento que serão definidos pelo médico de acordo com a extensão da doença. Entre os principais, estão:
➔ DIU hormonal;
➔ Progestogênios (Dienogest);
➔ Gestrinona;
➔ Progesterona transdérmica;
➔ Anti-inflamatórios para alívio da dor e inflamação;
➔ Medicamentos que impedem o crescimento do tecido endometrial dentro do miométrio;
➔ Histerectomia (retirada do útero).
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Por mais que a adenomiose seja uma doença benigna, ela causa grande impacto na qualidade de vida da paciente em função de suas cólicas menstruais intensas e sangramentos vaginais irregulares e seu impacto negativo na fertilidade.
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Na presença de algum dos sintomas descritos acima, procure a orientação de um profissional especializado.
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